Empresas do Simples precisam escolher regime de IBS e CBS em 2026 para aproveitar créditos tributários

Com a implementação das novas regras de apuração de tributos previstas na Reforma Tributária, as empresas optantes pelo Simples Nacional precisam reavaliar a forma como calculam e recolhem seus impostos.

Uma das mudanças mais relevantes envolve a forma de apuração do IBS e da CBS. Nesse novo cenário, as empresas poderão optar entre dois modelos de apuração:

  • Regime Unificado do Simples Nacional, mantendo a lógica atual de recolhimento dentro do documento único;
  • Apuração separada, no chamado Regime Regular do Simples Nacional, em que o IBS e a CBS são calculados fora do Simples.

A escolha do regime deverá ser feita até setembro de 2026, para que o sistema passe a vigorar a partir de janeiro de 2027. A partir de então, a decisão seguirá uma lógica semestral:

  • para o semestre com início em janeiro, a opção deverá ser realizada em setembro do ano anterior;
  • para o semestre com início em julho, o prazo será em março do mesmo ano.

Isso significa que a escolha entre o Regime Unificado e o Regime Regular poderá ser revista semestralmente, abrindo espaço para ajustes conforme mudanças no mercado, no perfil dos clientes ou na cadeia de fornecedores.

Essa decisão pode impactar diretamente o fluxo de caixa, a carga tributária e até a competitividade da empresa no mercado, tornando fundamental que gestores analisem com atenção qual modelo é mais adequado para sua realidade.

Como escolher o melhor regime

A escolha do regime ideal depende principalmente do perfil de clientes e fornecedores da empresa.

Regime regular

Se a empresa realiza vendas principalmente para outras empresas (modelo B2B), o Regime Regular tende a ser mais adequado. Isso acontece porque empresas compradoras normalmente buscam aproveitar créditos tributários.

Nesse modelo:

  • IBS e CBS são apurados separadamente da DAS;
  • os tributos são calculados com a alíquota cheia, seguindo as regras gerais do novo sistema;
  • o cliente pode aproveitar créditos tributários, tornando a operação mais atrativa em cadeias produtivas.

Regime unificado

Já o Regime Unificado do Simples Nacional costuma ser mais vantajoso para empresas que vendem diretamente ao consumidor final (modelo B2C).

Nesse caso:

  • as vendas não geram créditos tributários para o comprador;
  • IBS e CBS são recolhidos dentro da própria DAS, junto aos demais tributos do Simples;
  • o processo de apuração tende a ser mais simples e com menor complexidade operacional.

O que sua empresa deve analisar em 2026

Durante esse período de transição, o apoio de um contador será fundamental para avaliar qual regime é mais vantajoso.

Alguns pontos que devem ser analisados incluem:

  • Perfil dos clientes: a empresa vende mais para outras empresas (B2B) ou para consumidores finais (B2C)?
  • Perfil dos fornecedores: eles estão dentro ou fora do Simples? Geram créditos tributários?
  • Contratos comerciais: é importante revisar contratos e entender como o regime de apuração pode impactar a cadeia de créditos.
  • Simulações financeiras: fazer projeções de curto e médio prazo para comparar os impactos de cada regime.

Mais informacoes no post: Reforma Tributária: o que muda para o Simples Nacional

Por que se preparar desde agora

Quanto antes a empresa começar a analisar essa mudança, mais preparada estará para o novo modelo tributário.

Ignorar essa decisão pode trazer consequências como:

  • aumento do custo tributário;
  • menor geração de créditos fiscais;
  • perda de competitividade no mercado;
  • dificuldade para vender para outras empresas;
  • atraso na adaptação às novas regras da Reforma Tributária.

Planejamento e informação serão essenciais nesse momento.

A importância da automação nesse cenário

Com as novas regras tributárias, a automação da gestão fiscal se torna ainda mais importante. Utilizar um sistema atualizado e preparado para os novos tributos pode fazer toda a diferença no dia a dia da empresa.

Contar com uma plataforma como o TagPlus, que acompanha as mudanças da legislação e facilita a gestão financeira e fiscal, ajuda sua empresa a se adaptar com mais segurança.

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Imagem: Freepik

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